Maior vencedor do Goiano na história, Hélio dos Anjos chega ao 10º título estadual na carreira

Com mais de 30 anos de carreira como técnico de futebol, Hélio dos Anjos segue fazendo história. Ao se sagrar campeão do Campeonato Goiano de 2018, com a vitória do Goiás sobre a Aparecidense, por 3 a 1, no Serra Dourada, no último domingo (8), o comandante atingiu marcas pra lá de expressivas: treinador mais vitorioso de todos os tempos do estadual de Goiás e um dos poucos profissionais do país a superar os dez títulos estaduais na história.

“Isso representa muito para mim. Eu trabalhei em todas as regiões do país, sempre disputei bons campeonatos regionais e em termos de decisões eu perdi muito pouco, quando cheguei à última partida. E, para mim, estar no mercado há tanto tempo e com essa quantidade de títulos estaduais representa a seriedade do trabalho, a ousadia que temos de trabalhar em vários estados e, consequentemente, conquistar os campeonatos. Estou feliz”, comemora Hélio dos Anjos. Ele, agora, é o treinador com mais títulos na história do estadual de Goiás, com cinco conquistas (1999, 2000, 2009, 2015 e 2018). Além disso, obviamente também é o comandante com mais conquistas estaduais em todos os tempos do clube esmeraldino, que já faturou 28 vezes o torneio, sendo o time que mais venceu esta competição na história, e ainda é o atual tetracampeão. Além disso, Hélio chegou ao seu 10º título estadual na carreira (cinco pelo Goiás, três pelo Sport, um pelo Vitória e um pelo Remo) e, agora, figura num seleto hall de treinadores que já venceram mais do que dez títulos estaduais na história do futebol brasileiro, sendo superado por Givanildo Oliveira (17), Vanderlei Luxemburgo (12) e Joel Santana (11).

Para conquistar o seu pentacampeonato goiano, Hélio dos Anjos teve uma campanha sólida com o Goiás. Afinal, em 18 partidas disputadas (dez vitórias, quatro empates e quatro derrotas) foram 63% de aproveitamento dos pontos. De quebra, a equipe teve o melhor ataque do torneio, com 28 gols marcados – média de 1,5 gol por jogo. “Quando iniciei o trabalho visando esta temporada, nós fizemos alguns acertos com os jogadores em busca de uma certa responsabilidade maior para motivá-los e deixa-los sempre encorajados a buscar algo a mais. Estamos sempre pressionados a vencer até por conta da grandeza do Goiás. Aqui na região e, principalmente no estado, todos exigem muito mais do Goiás do que qualquer outra equipe e isso acontece por conta do próprio crescimento do clube. Eu não tive problema para lidar com a pressão, porque nós tínhamos sempre o pensamento que iríamos à final. E a busca por isso foi incessante, ainda que o regulamento não tenha nos ajudado, pois poderia prever critérios técnicos favoráveis para o time que foi o melhor da primeira fase, que fora o Goiás. Mas nós superamos tudo e, inclusive, nas finais superamos dois jogos com campos pesadíssimos (por conta de fortes chuvas), que vai muito contra o modelo de jogo e a característica de nossa equipe. Eu senti bem, o grupo sentiu bem e essa pressão natural ajudou a gente a procurar fazer sempre o melhor”, explica.

Desde seu retorno ao Goiás, em setembro de 2017, o técnico já comandou a equipe em 36 partidas (14 no Campeonato Brasileiro da Série B em 2017, 18 no Campeonato Goiano 2018 e 4 na Copa do Brasil 2018) e obtém 57% de aproveitamento dos pontos disputados (17 vitórias, 11 empates e oito derrotas). Se computada apenas a temporada 2018, o aproveitamento é ainda melhor: 63% (12 vitórias, seis empates e quatro derrotas em 22 partidas).

O clube onde Hélio dos Anjos mantém maior identificação nestas mais de três décadas de carreira é, sem dúvida, o Goiás. Pelo time esmeraldino, que dirigiu por seis vezes (1995, de 1999 a 2001, 2002, de 2008 a 2010, 2015, e desde 2017), e é o treinador com mais partidas na história do clube, ele soma 359 jogos, com 194 vitórias, 78 empates e 87 derrotas – o aproveitamento é de 61%. Além do pentacampeonato goiano, ele também já faturou a Série B do Campeonato Brasileiro de 1999, a Copa Centro-Oeste de 2000, e o Torneio Seletivo à Copa dos Campeões de 2000.

Agora, após o título estadual, as atenções do comandante se voltam para a Copa do Brasil, onde o time iniciará a disputa da quarta fase nesta semana, contra o Avaí. O jogo de ida acontecerá nesta próxima quarta-feira (dia 11), em Florianópolis, e a volta será em Goiânia, no dia 18. No meio disso, no próximo sábado, dia 14, o Esmeraldino estreará na Série B do Campeonato Brasileiro, contra o CSA, em Alagoas.

“O elenco já está concentrado e já viajaremos a Florianópolis hoje à noite e tudo isso faz parte da nossa vida. Na Copa do Brasil nós já superamos três fases e estamos entrando para a quarta fase contra uma equipe que está única e exclusivamente treinando há mais de 20 dias somente para estes jogos. Nós vamos enfrentar um Avaí motivado, principalmente, porque eliminou o Fluminense e é sempre muito perigoso na Ressacada. Nosso projeto de Copa do Brasil é ir avançando e buscar a melhor colocação possível. Em relação ao Campeonato Brasileiro da Série B nós não temos outra alternativa que não o acesso. Pela grandeza e pelo momento do Goiás e até pelas consequências que o clube está tendo por passar três anos nesta divisão, nós sabemos que subir à primeira divisão é o principal objetivo aqui. Por ser uma competição de regularidade, o que esperamos é ter equilíbrio nos resultados e uma coisa que é fundamental neste tipo de torneio é fazer prevalecer o mando de campo. Afinal, o time que tem percentual muito alto de pontos dentro de casa deixa a situação um pouco mais fácil. O que queremos mesmo é subir para a Série A e este é o principal projeto do Goiás nesta temporada”, finaliza.

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