Com gol de brasileiro, equipe de Hélio dos Anjos vence Al Nasr e sobe na tabela do Campeonato Saudita

Em um jogo duro, o Al-Qadisiyah, comandado pelo técnico brasileiro Hélio dos Anjos, venceu o Al Nasr, por 3 a 2, subiu uma posição na tabela do Campeonato Saudita e segue em plena recuperação. A partida, que foi disputada nesta quinta-feira (26) no estádio do Al-Qadisiyah, em Khobar, na Arábia Saudita, teve como grande destaque o meia-atacante brasileiro Bismark, de 23 anos, revelado pelo ICASA, e com passagens pela base do São Paulo, pelo Luverdense, Remo, ABC, entre outros. O camisa 10 foi decisivo ao marcar um dos gols do triunfo contra o Al Nasr, um dos times mais tradicionais do Oriente Médio, e o atual 3º colocado do Campeonato Saudita. Com a vitória, o Al-Qadisiyah chegou aos 16 pontos na tabela e subiu para o 9º lugar provisoriamente – essa é a melhor posição da equipe no atual Campeonato Saudita.

Precisando vencer para seguir se distanciando das últimas posições do torneio, o Al-Qadisiyah sofreu um susto logo no início da partida, quando o árbitro assinalou um pênalti para o Al Nasr. Porém, o goleiro Faisal Al Masrahi defendeu a cobrança e deu sinais de que seria uma noite feliz para o time de Hélio dos Anjos. E nem o belo gol de Mohammed Al-Sahlawi, aos 13 minutos, que pôs o Al Nasr na frente, mudou os planos dos donos da casa. Jogando contra um time que luta pelas primeiras colocações da tabela, o Al-Qadisiyah não se intimidou e seguiu lutando. E a luta começou a fazer efeito aos 35 minutos, quando o goleiro rival saiu jogando errado e o brasileiro Bismark se aproveitou da bobeira e empatou o jogo. Logo na sequência, aos 43 minutos, após cruzamento vindo da esquerda, Nawaf Alsubhi se apresentou na área e de cabeça virou a partida para o Al-Qadisiyah. Nem bem começou o segundo tempo e o Al-Qadisiyah mostrou sua força uma vez mais. Aos 5 minutos, Hassan Al Amiri recebeu a bola na esquerda após bela troca de passes no campo de ataque, driblou o zagueiro e o goleiro e mandou para o gol para marcar o terceiro. Em um jogo lá e cá, com chances para os dois times, o Al Nasr ainda conseguiu descontar com Ibrahim Galeb, mas a vitória dos comandados de Hélio dos Anjos estava decretada.

“Avalio a atuação da equipe nessa vitória como muito boa. Primeiro que nós jogamos só com dois estrangeiros (brasileiro Bismark e nigeriano Eze) e segundo que perdemos dois jogadores importantes locais na formação do meio de campo e ataque do time. Naturalmente, usamos hoje uma estrutura que não vínhamos usando e tivemos a capacidade de nos organizar com a nova estrutura, de ter uma competitividade muito grande, fazendo um jogo de imposição física e essa foi a grande virtude da equipe. O resultado em si acabou sendo apertado, mas poderíamos ter fechado essa partida com um placar bem elástico”, analisa Hélio dos Anjos.

No comando do Al-Qadisiyah desde novembro passado, Hélio dos Anjos soma nove jogos à frente do clube e 55% de aproveitamento dos pontos disputados (quatro vitórias, três empates e apenas duas derrotas). Contratado para livrar o time das últimas colocações do Campeonato Saudita, o experiente treinador, que conta com cinco profissionais brasileiros em sua comissão técnica (Guilherme dos Anjos, Marcelo Rocha, Guilherme Rodrigues, Carlos Eduardo e Marcos Leme), vai conseguindo manter sua equipe longe da zona de rebaixamento, diferentemente do que ocorria antes de sua chegada. Até aqui, com Hélio no comando, o Al-Qadisiyah já disputou oito rodadas do Campeonato Saudita (3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas) e soma 50% de aproveitamento, estando na 9ª colocação. O próximo jogo do Al-Qadisiyah será na quinta-feira que vem (2 de fevereiro), fora de casa, contra o Al Hilal, que é o líder do Campeonato Saudita.

“Nós tínhamos três grandes jogos pela frente (os próximos duelos serão contra Al Hilal e Al Ahli) e esse foi apenas o primeiro duelo dificílimo dessa sequência. Então, sabíamos que conquistar pontos nessas rodadas era fundamental e já conquistamos três pontos na primeira partida dessas três. A importância no aspecto matemático da classificação é muito grande e no aspecto emocional, no fortalecimento do grupo, na questão da confiança, nos dá uma estabilidade muito boa nesse momento de recuperação da equipe”, finaliza.

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